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MAPAS CONCEITUAIS
Mapas conceituais10 são um modo organizado de expressar relações entre conteúdos conceituais (fatos,conceitos e princípios) presentes em um texto (livro, capítulo, item dentro ze capítulo etc.).Trata-se de um poderoso instrumento auxiliar da aprendizagem, no qual tais conteúdos são relacionados graficamente de forma hierarquizada..
Proposições e palavras de ligação
As expressões lixo urbano e restos de comida designam muitas coisas . Ao ouvi-las, fazemos uma imagem mental do significa. Esses dois conceitos estão relacionados.Ao dizer que lixo urbano contém restos de comida,elaboramos uma proposição na qual a palavra "contém" atua como palavra de ligação, conexão ou enlace entre os dois conceitos. (Para elaborar uma proposição podem ser usadas duas ou mais palavras de ligação.) Essa proposição pode ser expressa graficamente em mapas conceituais. A seguir damos exemplo de um mapa conceitual sobre os mapas conceituais.

Como construir um mapa conceitual
Os passos descritos a seguir mostram uma das maneiras para elaborar um mapa com os conteúdos conceituais de um texto.
1. Após a leitura atenta, listar os conceitos importantes, sejam eles abrangentes ou específicos. Ajuda bastante prestar atenção aos títulos, aos subtítulos e às palavras destacadas em itálico ou negrito, pois freqüentemente expressam fatos, conceitos ou princípios.
2. Agrupar os conteúdos conceituais mais fortemente relacionados.
3. Arranjar, em ordem de importância ou abrangência, os conteúdos conceituais de cada um desses grupos.
4. Escrever cada um desses conteúdos numa folha, dentro de um retângulo (círculo, elipse etc.). De modo geral, é conveniente que os mais abrangentes fiquem em cima e os mais específicos, embaixo.
5. Interligar os retângulos com setas (ou linhas, simplesmente) e escrever próximo a elas uma ou mais palavras de ligação que estabeleçam uma proposição.
6. Analisar o mapa para ver em que ele pode ser melhorado: remanejar blocos, estabelecer relações cruzadas, omitir partes menos importantes em prol da clareza, modificar a disposição para facilitar a visualização etc. Ao trabalhar com os alunos essas etapas, é conveniente escrever os conteúdos conceituais em retângulos de papel, para que possam ser facilmente trocados de lugar.
É comum não haver concordância sobre a hierarquização e o estabelecimento das proposições. No caso de equipes, fazendo cada uma o seu mapa referente a um mesmo texto, mapas bem distintos podem surgir. Não há problema nisso. A apresentação em público desses mapas propicia uma discussão enriquecedora em que conteúdos são retrabalhados, dúvidas aparecem e podem ser resolvidas
Outro exemplo de mapa conceitual :
Tópico II
Tópico II – Como fazer um relatório de Laboratório?
Ao estruturar uma experiência ou depois de ter feito uma ou pesquisa, você vai querer convencer outras pessoas dos seus conclusões. O seu êxito depende de uma boa comunicação e além de talento de escrever é necessário seguir certos formatos padronizados para facilitar a compreensão do leitor. Um bom relatório depende de uma boa tomada de dados. Procure organizar-se de maneira a anotar durante a prática todas as informações relevantes de uma forma inteligível posteriormente. Para organizar o relatório, pode dividir ele em várias partes as quais seguiremos este padrão .
1.Objetivo : Descrição sucinta do que se pretende obter da experiência.Preferencialmente use a idéia de sujeito indeterminado.( Evite Eu).
2.Introdução Teórica:Descreve os conceitos teóricos envolvidos no experimento bem como: Resumo teórico para situar a experiência. Exposição dos conceitos teóricos que vai usar. Referencias a literatura pertinente (Livros texto, livros de referencia, internet, etc.) .
3. Material: Material a ser usado ou descrição do equipamento e/ou diagrama do arranjo experimental.
4.Procedimentos Experimentais : Passos a serem executados ou descrição do procedimento seguido em aula. Isto é, descrever o que você fez, não necessariamente o procedimento proposto, justificando e discutindo a escolha. Avaliação ou estimativa dos erros nos dados devido aos aparelhos e procedimentos usados.
5. Análise de Dados e Conclusão : Apresentação dos dados coletados, através de tabelas, gráficos etc. Tratamento dos dados brutos (usando algum modelo teórico), chegando a valores finais, junto com a avaliação final do erro. Não é necessário e nem deve ser indicada cada conta efetuada (estas devem ser colocadas em uma parte determinada anexos). Discussão dos resultados obtidos. Em relação a conclusão sempre que possível, comparar os resultados com os conhecidos ou esperados teoricamente. Se usou vários métodos, comparar os métodos. Note que a conclusão poderá aparecer em forma de questionamentos.
Ah matemática é difícil! Ah não entendo isso ! Estudar funções é muito difícil...
Você já parou para pensar que muitas vezes não entende matemática pelo simples fato de não compreender a sua linguagem. Assim como é necessário uma alfabetização relativa à nossa língua materna é necessário uma alfabetização matemática. Compreender símbolos e linguagem é extremamente necessário. A produção matemática existe desde a pré-história, fato este comprovado por muita arte rupestre, porém sua formalização levou séculos para surgir. Você já refletiu porque usamos o símbolo (+) para adicionarmos ou porque usamos Ö para raiz quadrada. Vamos viajar um pouco na história e tentar descobrir algumas respostas.
Durante a Idade Média (séculos V a XIV, aproximadamente), os livros de matemática quase não apresentavam símbolos. As idéias eram expressas por extenso, usando-se principalmente o latim. Tudo que se produzia em matemática era escrito usando as normas e métodos da língua escrita e falada. Tomaremos como exemplo a subtração .Todas as operações eram escritas por extenso e, para a subtração, não podia ser diferente . Realizar a operação de subtração significa indicá-la por extenso com a palavra latina minus. Com a evolução da história a palavra minus foi substituída pela sua inicial com um traço em cima . Mais tarde passou-se a usar apenas o traço para indicar a subtração. Outro contexto histórico que precisamos avaliar é a simbologia usada na adição (+). A palavra derivada do latim (.et) corresponde ao nosso e; ela indica adição, por exemplo : o numero quinze surge de dez e cinco (dez mais cinco). O sinal de adição (+) é uma derivação da letra t da palavra et. Algo que nos intriga é o símbolo da raiz quadrada que simplesmente trata-se da derivação da letra “R” da palavra radix escrita em gótico.
Com esses pequenos exemplos podemos compreender que a simbologia matemática surgiu de uma realidade totalmente concreta e veio para facilitar nosso cotidiano bem como a aprendizagem e a sua comunicação de forma simplificada.
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